PITAYA BRANCA OU ROSA

A planta que produz a pitaya é uma cactácea originária da América Tropical e Subtropical. A pitaya vermelha (Hylocereus undatus) é uma excelente alternativa para a diversificação da propriedade rural e aumento de renda do produtor. Apesar do custo elevado na implantação do pomar, o retorno ao produtor pode ser muito bom, pois a pitaya atinge preços elevados no mercado (Tabela 1), porém seu mercado ainda é pequeno.

A luz em excesso é prejudicial ao desenvolvimento das plantas, como conduzi-las?
Apesar de ser uma cactácea, a pitaya não tolera alta intensidade luminosa. Quando cultivada sob luminosidade excessiva os ramos amarelam e o crescimento é prejudicado, podendo levar à morte da planta. O contrário também é prejudicial: em excesso de sombra as plantas ficam estioladas e a produção de flores é muito reduzida. Assim, recomenda-se que as plantas sejam cultivadas de forma a imitar o habitat de origem, e isto pode ser obtido utilizando-se telas de sombreamento, entre 30 a 60 % de sombra, dependendo do local de cultivo. O sombreamento também pode ser obtido utilizando-se como tutores algumas espécies arbóreas, que fornecerão o sombreamento necessário no período de maior intensidade luminosa. Porém deve-se atentar à necessidade de poda destes tutores, para que o sombreamento não seja excessivo.

É extremamente importante, quando da instalação do pomar, que o produtor tenha informação quanto à auto-incompatibilidade do clone que está plantando, que pode ser total ou parcial – no caso da parcial, há frutificação, porém de frutos sem valor comercial (os frutos são muito pequenos e com grande quantidade de casca). Quando uma planta é auto-incompatível é necessário, para que ocorra frutificação, a presença de pólen externo, ou seja, de outra espécie ou clone. O ideal para se reduzir a baixa frutificação e a ocorrência de frutos pequenos, sem valor comercial, seria o plantio de diversos genótipos e a realização da polinização cruzada, manualmente.
Quais são os agentes polinizadores?
Em muitos países onde a cultura da pitaya foi introduzida, é relatado que a polinização é pobre, devido à falta de polinizadores naturais, encontrados em seu ambiente nativo. A pitaya apresenta florescimento noturno, de modo que morcegos, mariposas e abelhas são polinizadores naturais das pitayas. No Brasil, tem sido que apenas as abelhas atuam como polinizadores e devido ao seu tamanho são muito menos eficientes que os morcegos, além de atuarem num período menor de abertura das flores, uma vez que o fechamento destas ocorre logo pela manhã. Assim, a polinização manual torna-se uma prática necessária para a obtenção de frutos comerciais.

Como fazer a polinização manual?
A polinização manual pode ser realizada facilmente removendo-se as anteras de uma flor e tocando com ela o estigma de outra flor, ou então se coletando o pólen e utilizando-se um pincel para polinizar múltiplas flores. A polinização pode ser realizada no fim da tarde ou no início da manhã. Recomenda-se cobrir as flores que serão polinizadas (com saquinhos de TNT, papel ou plástico) para que em caso de chuva não ocorra lavagem do pólen.

Como fazer a polinização manual?
A polinização manual pode ser realizada facilmente removendo-se as anteras de uma flor e tocando com ela o estigma de outra flor, ou então se coletando o pólen e utilizando-se um pincel para polinizar múltiplas flores. A polinização pode ser realizada no fim da tarde ou no início da manhã. Recomenda-se cobrir as flores que serão polinizadas (com saquinhos de TNT, papel ou plástico) para que em caso de chuva não ocorra lavagem do pólen.

No Brasil, o cultivo da pitaya teve início na década de 90

É uma planta perene, trepadeira, com caule classificado morfologicamente como cladódio, de onde se originam várias raízes adventícias que ajudam na absorção de nutrientes e fixação da planta em um tutor. O fruto tem sabor adocicado e suave, aparência exótica, propriedades organolépticas, sendo rico em vitaminas, com polpa firme e rico em fibras, com excelentes qualidades digestivas e de baixo teor calórico, além de muitas sementes com ação laxante.

A pitaya é uma fruta não climatérica, quais os cuidados na colheita?
Frutos não climatéricos são aqueles que, depois de colhidos, não continuam o seu amadurecimento. Desta forma, devem ser colhidos totalmente desenvolvidos, quando apresentam o máximo de acúmulo de açúcares, ou seja, seu sabor está totalmente acentuado. O ponto de colheita da pitaya é determinado pela coloração da casca, que é característica do cultivar.

Segundo o conhecimento popular apresenta propriedades medicinais como melhora de gastrites, prevenção contra o câncer de cólon e diabetes, neutralização de substâncias tóxicas como metais pesados, redução dos níveis de colesterol e pressão alta, além dos cladódios e as flores serem utilizados contra problemas renais.

Existem diversos tipos de pitaya, sendo agrupados em quatro gêneros: Stenocereus, Cereus, Selenicereus e Hylocereus. As principais espécies comerciais são a pitaya vermelha com polpa branca (Hylocereus undatus), pitaya vermelha com polpa vermelha (Hylocereus costaricensis), pitaya amarela (Selenicereus megalanthus) que apresenta casca amarela e polpa branca e, a pitaya-do-cerrado ou saborosa (Selenicereus setaceus) que pode ser encontrada vegetando naturalmente em regiões do Brasil.

 

A pitaya é uma frutífera perene e possui expectativa de produção por aproximadamente 15 anos, por isso no planejamento devem ser levados em consideração diversos fatores para garantir o sucesso da implantação e condução do pomar. É necessário obter informações sobre a comercialização de frutas na região, definir o número de plantas de acordo com o tamanho da área e o espaçamento que será utilizado, evitar solos rasos sujeitos a encharcamento e regiões que ocorram geada e outros fatores que serão tratados no decorrer deste texto.

 

Ao preparar o solo, deve-se tomar cuidado para não se arrastar a camada fértil. São recomendadas duas arações profundas, seguidas de duas gradagens. Nesta ocasião, e, de acordo com os resultados da análise de solo, devem ser feitas as aplicações parceladas de calcário (50 % antes da aração e a outra metade na gradagem) e adubação fosfatada em área total.

 

A pitaya apresenta bom desenvolvimento em temperaturas médias entre 18 a 26ºC. A floração é estimulada por altas temperaturas, sendo que a maturação completa do fruto ocorre de 30 a 40 dias após a abertura da flor. Necessita de pluviosidade variando entre 1200 a 1500 mm ao ano, porém, por ser uma planta com boa rusticidade, também se adapta em climas mais secos.

 

O método mais utilizado de propagação da pitaya é através de estacas (cladódios). Normalmente utiliza-se cladódios de aproximadamente 25 cm, colocados em sacos de polipropileno preto (15 cm de diâmetro x 20 cm de altura) completos com substrato que apresente boa drenagem e umidade durante o período de enraizamento e desenvolvimento da muda. O substrato comumente utilizado para a formação das mudas é terra, areia peneirada e esterco bovino na proporção 3:3:1, e os sacos devem ser mantidos sob 50% de luminosidade e diariamente irrigados. A utilização de estavas mais jovens apresenta 35% mais raízes que estacas mais velhas.

 

Marcação e preparação das covas

 

Deve-se definir o espaçamento, sendo recomendado os espaçamentos 3 m x 3 m ou 2 m x 3 m, e, após esta definição deve ser feita a demarcação das covas, que pode ser realizada com um alinhamento paralelo aos carreadores em terrenos planos e quando o terreno apresenta declive uniforme (Figura 1), podem-se utilizar linhas retas paralelas às linhas de nível (Figura 2). As covas podem ser feitas com sulcador, brocas mecânicas ou manualmente com dimensão mínima de 60 x 60 x 60 cm. Para assegurar um bom desenvolvimento da planta recomenda-se a utilização de 20 L de matéria orgânica (esterco de curral), 500 g de calcário dolomítico e adubação química com 300 g de superfosfato simples e 50 g de um composto de micronutrientes em cada uma das covas.

 

 

 

                        Figura 1 – Alinhamento em retas paralelas à linha de nível.

                                           Fonte: Pasqual et al. (2000).

 

 

                         Figura 2 - Alinhamento em retas paralelas à linha de nível.

                                            Fonte: Pasqual et al. (2000).

 

 

Plantio e tutoramento da muda

 

No tutoramento, podem ser utilizados mourões de madeira tratada, postes de concreto e até caules de frutíferas, com aproximadamente 1,80 m de altura com uma trave no topo, para dar sustentação às brotações produtivas (Figura 3).

 

O tutoramento da planta é feito através do amarrio com barbante ou fitilho ao mourão, conforme o crescimento da planta. Nesta fase de crescimento vertical ocorrerá o aparecimento de brotações laterais, que devem ser retiradas com o auxílio de uma tesoura de poda. Quando a planta alcançar a trave de sustentação que pode ser uma cruzeta de madeira ou mesmo pneu, deverão ser deixados todos os brotos acima desta, que penderão sobre a mesma, sendo responsáveis pela produção dos frutos da pitaya. É importante lembrar por absorver muita radiação solar, o pneu só é recomendado para plantios não comerciais, de fundo de quintal. Todas as brotações laterais abaixo da trave também devem ser retiradas, para que não haja competição com os ramos produtivos. 

 

 

 

 

                           Figura 3 – Tutoramento da pitaia utilizando mourões.

                           Fonte: Moreira et al. (2012).

 

 

Colheita e pós-colheita

 

O pico de produção destas frutas ocorre entre os meses de dezembro a maio. O ponto de colheita da pitaya vermelha é determinado quando o fruto atingir a coloração de rosa a vermelho intenso da casca, polpa branca, e com textura ainda firme. Este período pode ter variações dependendo da variedade da pitaya cultivada.

 

É importante que a colheita da pitaya seja realizada na época correta, pois caso contrário, ela não completará seu amadurecimento após a separação da planta. O fruto colhido pode resistir, sem que haja perda da qualidade, durante 6 a 8 dias em armazenamento em temperatura ambiente, devendo-se tomar cuidados no manuseio do fruto, no momento da colheita e transporte, para evitar danos físicos, como abrasões, cortes ou esmagamento, fatores que podem diminuir a qualidade após a colheita. O armazenamento do fruto em temperaturas de 8°C pode aumentar o tempo de prateleira do fruto.

Com a busca por métodos de emagrecimento crescendo cada vez mais no Brasil e no mundo todo, é natural que surjam muitas receitas, métodos e alimentos que prometam reduzir peso de modo rápido e eficiente.

Há uma série de frutas aparecendo com essa premissa de ajudar na redução de peso, mostrando que é cada vez mais comum a sociedade moderna civilizada recorrer aos conhecimentos ancestrais presentes nas comunidades nativas.

E a pitaya, uma fruta pitoresca originária de algumas regiões da América do Sul, mas que também já é cultivada em outros países do mundo, é considerada por muitos a fruta emagrecedora do momento.

Essa fruta é muito conhecida no nordeste brasileiro, especialmente no Estado de Pernambuco, onde é muito consumida há muitos anos. Mas nem sempre por causa de suas capacidades emagrecedoras.

O QUE É A PITAYA?

Há três variedades de pitaya, que se diferenciam apenas pela cor de sua camada externa, e pelo colorido interno. A Hylocereus polyrhizus possui camada externa rosa, sendo branca em sua parte interna. Já aHylocereus megalanthus tem a camada externa rosa e apresenta a parte interna vermelha. E por fim, aSelenicereus undatus, que tem a camada externa amarela e apresenta a parte interna branca.

Todas têm como principal característica o formato peculiar e a pele escamosa, e também são conhecidas pelo nome de fruta-dragão em alguns países, como os Estados Unidos, por exemplo.

sabor da pitaya é similar nas três variedades, sendo muito doce e saboroso. E das três variedades, uma série de coisas podem ser feitas, como vinho, suco, chá (de suas flores), etc.

 

BENEFÍCIOS DA PITAYA

Os principais benefícios da Pitaya são:

  1. Ajuda a Eliminar os Radicais Livres
  2. Ótima para Perder de Peso
  3. Diminuir a chances de pegar gripe
  4. Diminuir o Colesterol Ruim
  5. Ajuda no Funcionamento do Intestino

Continue lendo e saiba mais sobre esses benefícios:

De todas as três variedades de pitaya, a única que de fato é apreciada pelas pessoas que desejam perder peso é a variedade com o interior na cor vermelha, já que essa variedade é a única que possui propriedades antioxidantes, o que ajuda na prevenção dos radicais livres, que ajudam no acumulo de gordura. 

Já a pitaya que possui a casca vermelha é muito apreciada por causa do alto teor de vitamina C que ela apresenta. E por este motivo, ela é muito consumida por quem deseja reduzir as chances de pegar um resfriado ou uma gripe, por exemplo.

Há ainda estudos preliminares que indicam que as três variedades de pitaya ajudam a diminuir a presença de colesterol ruim na corrente sanguínea, bem como auxiliam também na redução da pressão arterial das pessoas que consomem a fruta.

Elas também apresentam forte presença de minerais como o ferro (variedade vermelha) e o zinco (variedade amarela), bem como de fibras, que auxiliam no bom funcionamento do intestino.

Há também, como consequência de toda essa fama, uma grande variedade de opções de receitas que exploram as características dessa exótica fruta sul-americana. São receitas de doces deliciosos que têm feito muito sucesso no Brasil e no mundo todo.

Mas nenhuma é mais deliciosa e inusitada do que a receita de sorvete de pitaya, que explora todo o encanto e todo o sabor dessa curiosa fruta que promete ajudar as pessoas a emagrecer e a regular o funcionamento do organismo.

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