FEIJOA

MUDAS COM +OU- 2 MTS 125,00

''   ''          COM UNS 80 CM 45,00

Ela é nativa do Sul do Brasil, mas é mais conhecida pelos consumidores da Europa, Estados Unidos, Japão e Oceania. Ela até pode ser encontrada em boas frutarias da cidade de São Paulo, entre março e maio. Mas só na versão importada da Colômbia, cuja produção só perde para a da Nova Zelândia(embora em nenhum dos dois países ela cresça naturalmente).

Ela é conhecida como feijoa (Acca sellowiana), embora nada tenha a ver com o feijão. Também atende por goiaba-serrana, goiaba-crioula,
araçá-do-rio-grande, goiaba-abacaxi, goiaba-ananás ou, em inglês, pineapple guava fig guava.

Trata-se de uma fruta oval, de 5 centímetros, casca verde e polpa branca macia, da família das mirtáceas. Aparentada, portanto, com a jabuticaba, a pitanga e a goiaba. Mas não com o abacaxi, apesar dos apelidos (derivados de seu sabor agradável, descrito como uma indefinida mistura de lembranças boas).

Como toda fruta, a feijoa tem suas qualidades de alimento funcional: muita vitamina C; fósforo; magnésio; sódio; cálcio e uma bela dose de potássio, bom para combater câimbras e dar tonicidade aos músculos. Diferente do resto, porém, ela tem ainda um alto teor de iodo, componente importante dos hormôniossecretados pela tireóide, responsáveis pelo equilíbrio do metabolismo em nosso organismo. A carência de iodo leva ao desenvolvimento de uma doença chamada bócio e é por isso que o elemento é acrescentado artificialmente ao sal que consumimos.

As qualidades únicas da feijoa não param por aí. De acordo com pesquisas desenvolvidas sobretudo na Itália, sua polpa é antioxidante (ajuda a “segurar” o envelhecimento) e antimicrobiana (combate bactérias e fungos). Uma pesquisa realizada no Japão vai mais além, atribuindo ao consumo da fruta o poder demodular a imunidade intestinal e reduzir a tolerância oral. Os japoneses testaram a polpa ao natural e uma versão in vitro digerida e, em ambos os casos, os polifenóis presentes na feijoa reduziram a secreção de TGF-beta pelo intestino. TGF-beta é uma proteína comum em todo nosso organismo, mas sua secreção em excesso está associada ao crescimento de células cancerosas.

Traduzindo para o português claro, isso torna a feijoa uma aliada importante na prevenção e no tratamento de certos tipos de câncer doenças auto imunes, ou seja, doenças causadas pelo mau funcionamento dosistema imunológico (quando nossas “armas” de defesa atacam o próprio organismo).

Com tantos benefícios passíveis de se obter com o simples consumo da fruta – ou de doces, sucos e sorvetes feitos com sua polpa – é de se perguntar por que a grande maioria dos brasileiros não conhece a feijoa. Parte da dificuldade está no fato de a espécie não estar bem domesticada e os frutos não resistirem à armazenagem por mais de 2 a 3 semanas, explica o agrônomo e doutor em genética, Onofre Rubens Nodari, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), principal pesquisador da espécie no Brasil.

Com a contribuição de seus orientandos de pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais e algumas parcerias com a Embrapa, Nodari trabalha na caracterização, na conservação e no melhoramento da feijoa desde 1985. Segundo ele, a pesquisa com a espécie, no Brasil, teve início na Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/SC) com o francês Jean Pierre Ducroquet, hoje aposentado. A agrônoma Karine dos Santos dá continuidade às estas pesquisas pela Epagri, sendo que a empresa já dispõe de 4 cultivares de feijoa adequadas para plantio no estado.

Na UFSC, Nodari coordena um programa de melhoramento genético participativo, em parceria com duas dezenas de agricultores gaúchos dos municípios de Ipê Antonio Prado (RS) que já cultivavam tradicionalmente a planta. “Fizemos um estudo no qual eles identificaram as qualidades e os problemas de cada pé de feijoa selecionado e apontaram os melhoramentos desejados”, conta o pesquisador. “Hoje estamos devolvendo as mudas melhoradas a estes agricultores, para início de um plantio comercial, visando o mercado nacional”.

Na opinião de Nodari, a feijoa é uma excelente opção para o pequeno agricultor familiar. “A goiaba-serrana madura permanece com a casca verde e só se sabe que o fruto está no ponto quando ele se solta facilmente do galho. Então a colheita exige o repasse diário do agricultor para verificar quais frutos estão em ponto de colheita. Não admite mecanização como no caso de maçãs, por exemplo. Em compensação, a comercialização tem uma boa rentabilidade”.

Esses produtores tradicionais levam suas feijoas para vender em Porto Alegre, nas feiras. “E o que eles levarem, vende”, garante Onofre Nodari. A ponto de atrair a atenção de outros agricultores, que estão iniciando plantações maiores, e cooperativas, que começam a se organizar para apresentar a feijoa ao resto do Brasil.

Ah, e querem saber mais um pouquinho? A feijoa produz flores muito diferentes, com pétalas carnudas e saborosas, muito apreciadas pelas aves. As aves visitam as flores atrás das pétalas e se enchem de pólen, fazendo a polinização da espécie. O zoólogo Ivan Sazima e a botânica Marlies Sazima, ambos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), observaram nove espécies de pássaros se alimentando em um único pé de feijoa, em Gramado (RS). Os mais assíduos foram o sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca) e a saíra-preciosa (Tangara preciosa). E o primeiro foi visto alimentando inclusive os filhotes no ninho com os pedacinhos de pétalas!

Tem gente que aprecia essas mesmas pétalas em saladas. E elas são usadas para enfeitar pratos sofisticados na Nova Zelândia, fazendo parte do cardápio, eventualmente.

Em resumo, prestem atenção neste nome – feijoa – vocês ainda vão ouvir maravilhas sobre ela!

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