ANONA OU GRAVIOLA

A Anona pertence à família das Anonáceas, é originária da América do Sul e a mais comum aqui nos Açores é a AnnonaCherimolaMill, que é erradamente conhecida por Coração Negro, ou seja a designação para a Graviola, espécie AnnonaMuricata, menos comum no arquipélago.

A relevância etnofarmacológica (medicina popular), nesta região, está relacionada com a utilização das folhas da Anoneira no tratamento da hipercolesterolemia (colesterol alto) e com a sua divulgação como um substituto da quimioterapia conduzem o Coração Negro a um lugar de grande destaque na popularização do consumo fitoterapêutico desta frutificação.

Deste modo, assiste-se a uma crescente e excessiva divulgação do potencial fitoquímico e farmacológico da Anona. É claro que os açorianos, dada a facilidade de acesso à planta e às suas frutificações, pouco têm a temer das empresas envolvidas em campanhas de marketing duvidoso. Porém, a mensagem desenvolvida sobre os atributos miraculosos da Anona também está a ser veiculada para cá como informação certificada.

Inclusive, algumas destas empresas referenciam a existência de estudos conduzidos nos Estados Unidos pelo NationalCancerInstitute para sedimentarem a existência de efeitos terapêuticos no tratamento do cancro. Infelizmente é pura charlatanice! Qualquer pesquisa em www.cancer.gov denota que não conduz a resultados informativos ou nos dá conhecimento da existência de estudos em humanos.

No entanto, o que se sabe?

A Anoneira é muito rica em constituintes fitoquímicos, alguns dos mais importantes isolados do caule e sementes da planta. Dois compostos citotóxicos seletivos, o Annomolin e o Annocherimolin, foram isolados das sementes (as sementes são venenosas devido à presença de neurotoxinas) contra células de tumor da próstata humana, no cancro mamário e do cólon e constatou-se que estes fitoquímicos são 10 mil vezes superiores aos da Adriamicina (uma droga quimioterápica).

O efeito do extrato etanólico das folhas foi também estudado em células de carcinoma epidermóide na laringe humana, concluindo-se que o extrato etanólico das folhas possui significativa atividade antitumoralin vitro contra células tumorais.

Também das folhas, constatou-se que o extrato hexânico existente nas mesmas produziu ação anti-ansiolítica em ratos.

Igualmente em estudos levados a efeito em ratos está documentada importante atividade antioxidante e antidiabética.

O departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, num estudo recente, finais de 2013,conclui que o uso tradicional da decocção das folhas da Anoneira pode ser justificado. Porém, adverte-se que existe apenas uma ligeira redução na absorção de colesterol. Portanto, é importante que se tome consciência de que o abandono de qualquer terapêutica – a que lhe foi prescrita pelo seu médico – em substituição do chá de folhas de anoneira pode representar um risco sério e grave para a sua saúde.

E o mito é natural não faz mal?

As sementes são venenosas.

Existe um estudo que sugere que ao chá feito com as folhas e caules de AnnonaMuricata, devido à presença de Quinolina, poderá estar associado alguma neurotoxicidade.

De acordo com o *Observatório de interações Planta-Medicamento da Universidade de Coimbra, existe registo de um estudo científico que suporta que o consumo exagerado do fruto e de derivados da planta AnnonaMuricata poderá estar associado ao parkinsonismo atípico na ilha Francesa de Guadalupe, Caraíbas.

Alerta-se: a utilização de terapias concomitantes ao tratamento por quimioterapia deverá estar sempre fundamentada em estudos científicos conduzidos em humanos e só deverá ser usada após validação médica.

ATENÇÃO: RISCOS À SAÚDE!

 PENSAR QUE “O QUE É NATURAL NÃO FAZ MAL” É ERRADO!

 que são fitoterápicos? Qual a diferença entre planta medicinal e fitoterápico? Os fitoterápicos podem fazer mal à saúde? Como saber se um fitoterápico é registrado na ANVISA/ Ministério da Saúde? Gerência de Medicamentos Isentos, Específicos, Fitoterápicos e Homeopáticos GMEFH Gerência Geral de Medicamentos - GGMED Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. FITOTERÁPICOS Fitoterápicos são medicamentos obtidos empregando-se, como princípio-ativo, exclusivamente derivados de drogas vegetais. São caracterizados pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, como também pela constância de sua qualidade. Fitoterápicos são regulamentados no Brasil como medicamentos convencionais e têm que apresentar critérios similares de qualidade, segurança e eficácia requeridos pela ANVISA para todos os medicamentos. As plantas medicinais são aquelas capazes de aliviar ou curar enfermidades e têm tradição de uso como remédio em uma população ou comunidade. Para usá-las, é preciso conhecer a planta e saber onde colhê-la e como prepará-la. Quando a planta medicinal é industrializada para se obter um medicamento, tem-se como resultado o fitoterápico. O processo de industrialização evita contaminações por microorganismos, agrotóxicos e substâncias estranhas, além de padronizar a quantidade e a forma certa que deve ser usada, permitindo uma maior segurança de uso. Os medicamentos fitoterápicos industrializados devem ser registrados no ANVISA/Ministério da Saúde antes de serem comercializados. Como qualquer medicamento, o mau uso de fitoterápicos pode ocasionar problemas à saúde, como por exemplo: alterações na pressão arterial, problemas no sistema nervoso central, fígado e rins, que podem levar a internações hospitalares e até mesmo à morte, dependendo da forma de uso. Quais as precauções em relação aos fitoterápicos? Os cuidados são os mesmos destinados aos outros medicamentos: ƒ Buscar informações com os profissionais de saúde; ƒ Informar ao seu médico qualquer reação desagradável que aconteça enquanto estiver usando plantas medicinais ou fitoterápicos; ƒ Observar cuidados especiais com gestantes, lactantes, crianças e idosos; ƒ Informar ao seu médico se está utilizando plantas medicinais ou fitoterápicos, principalmente antes de cirurgias; ƒ Adquirir fitoterápicos apenas em farmácias e drogarias autorizadas pela Vigilância Sanitária; ƒ Seguir as orientações da bula e rotulagem; ƒ Observar a data de validade – Nunca tomar medicamentos vencidos; ƒ Seguir corretamente os cuidados de armazenamento; ƒ Ter cuidado ao associar medicamentos, o que pode promover a diminuição dos efeitos ou provocar reações indesejadas. ƒ Desconfiar de produtos que prometem curas milagrosas. Qual o papel da ANVISA com relação aos fitoterápicos? A ANVISA tem o papel de regulamentar todos os medicamentos, incluindo os fitoterápicos, e fiscalizar as indústrias farmacêuticas com o intuito de proteger e promover a saúde da população. Sendo assim, a ANVISA controla a produção, a liberação para consumo (registro) e acompanha a comercialização dos medicamentos, podendo retirá-los do mercado caso seu consumo apresente risco para a população. Verifique na embalagem o número de inscrição do medicamento no Ministério da Saúde. Deve haver a sigla MS, seguida de um número contendo 9 ou 13 dígitos, iniciado sempre por 1. Há a possibilidade de buscar o registro do produto no site da ANVISA, consultando o link: http://www7.anvisa.gov.br/datavisa/Consulta_Produto/consulta_medicamento.asp. Ao encontrar um produto sendo vendido como fitoterápico que não tenha registro na ANVISA, você deve comunicar a Vigilância Sanitária de sua cidade ou estado, ou denunciar à ANVISA, mediante mensagem para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. PENSAR QUE “O QUE É NATURAL NÃO FAZ MAL” É ERRADO! Portanto, procure sempre orientação de profissional de saúde e evite a automedicação. Como se registra fitoterápicos no Brasil? Há cinco resoluções  específicas para o registro de fitoterápicos no Brasil: a RDC 48, que é acompanhada pelas RE 88, 89, 90 e 91. Todas essas resoluções foram publicadas em 2004 e estão disponíveis através do link: www.anvisa.gov.br/e-legis/.

Verifique na embalagem o número de inscrição do medicamento no Ministério da Saúde. Deve haver a sigla MS, seguida de um número contendo 9 ou 13 dígitos, iniciado sempre por 1. Há a possibilidade de buscar o registro do produto no site da ANVISA, consultando o link: http://www7.anvisa.gov.br/datavisa/Consulta_Produto/consulta_medicamento.asp. Ao encontrar um produto sendo vendido como fitoterápico que não tenha registro na ANVISA, você deve comunicar a Vigilância Sanitária de sua cidade ou estado, ou denunciar à ANVISA, mediante mensagem para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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